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O associado e a sua relação com o cooperativismo

Jornada e participação na vida da cooperativa

Como sociedade de pessoas, a vida de uma cooperativa tem por base o processo democrático, a participação e a tomada de decisões pela maioria do quadro social. Apesar disso, não seria possível que os executivos consultassem a todos os associados ou promovessem uma assembleia geral sempre que fosse necessária uma tomada de decisão. É para isso que os associados devem escolher seus representantes legítimos na eleição do conselho de administração, delegando a estes os poderes definidos no Estatuto Social, com o papel principal de analisar, decidir e acompanhar os rumos da cooperativa, em nome de todos os associados.


Um dos grandes desafios do cooperativismo financeiro é fazer com que os associados realmente assumam a cooperativa como sendo sua, exercendo seus direitos e deveres na plenitude, não apenas usufruindo dos produtos e serviços que lhes convêm.


Ao efetuar a movimentação na sua cooperativa, os associados fortalecem a empresa que foi criada especificamente para suprir algumas necessidades que antes eram atendidas por outras pessoas ou empresas, os chamados intermediários, e que tinham como objetivo único auferir lucratividade sobre esses negócios. Na atualidade, praticamente, todas as pessoas que têm vida profissional/econômica ativa necessitam de uma instituição financeira para apoiá-las em seu dia a dia, pagando tarifas, comissões e/ou juros em troca dos produtos e serviços que lhe são oferecidos.


A pergunta que deve ser feita é: por que gerar lucros para outras pessoas físicas ou jurídicas (os acionistas dos bancos), se é possível economizar parte desse valor como dono da própria instituição financeira, por meio da associação a uma cooperativa financeira?


Essa é a visão de uma cooperativa financeira vista pelo ângulo das oportunidades e benefícios. Muitas são as pessoas que aderem à proposta do cooperativismo analisando apenas esse ponto de vista, esquecendo-se das responsabilidades.


Em uma cooperativa, o associado exerce três funções distintas: ele é ao mesmo tempo dono, investidor e usuário da instituição.


Do ponto de vista das responsabilidades, é possível elencar vários pontos que demandam maior atenção:

  • cooperativismo e assistencialismo não combinam;

  • o associado, enquanto dono, não pode ter visão imediatista, mas sim, de longo prazo;

  • o associado, demonstrando visão negocial, deve compreender que a cooperativa precisa buscar resultados positivos para poder evoluir e crescer;

  • deve estar clara na mente do associado a resposta para as seguintes perguntas: a quem compete fazer a cooperativa crescer? Somente aos conselheiros e colaboradores?

  • a cooperativa é uma empresa;

  • quando, em uma assembleia, os administradores dizem que a cooperativa está bem e que teve um montante de sobras recorde, a quem eles estão referindo-se? Quem é a cooperativa na visão do associado/usuário?

Todos esses pontos e reflexões são para chamar a atenção para o tema “participação do associado na vida da cooperativa”, demonstrando o universo de oportunidades que existem para ser trabalhadas junto ao quadro social. São pontos que, provavelmente, foram bem trabalhados quando da fundação da cooperativa, mas que, com o passar do tempo e com o renovar de gerações, impactados pelo ingresso e saída de associados, de conselheiros, de executivos e de colaboradores, foram ficando esquecidos e/ou deixados de lado no discurso diário, sempre havendo ganhos de participação quando essas discussões são resgatadas em assembleias, reuniões com grupos de associados, ou mesmo no dia a dia do atendimento/relacionamento.


Vamos ser parte, melhores e contribuir para o cooperativismo de crédito em todas as esferas!


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