Banrisul, BB, Caixa, SICOOB e Santander se unem em projeto de blockchain

11.06.2018

A tecnologia visa a descentralização de registros e dados financeiros como medida de segurança

 

 

 

Um novo serviço digital para correntistas baseado em blockchain foi divulgado na última sexta-feira (25). O projeto foi idealizado por um grupo composto pelo Banrisul, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, SICOOB e Santander e apresentado no 11º Fórum Internacional de TI Banrisul.

 

Batizado de Sistema Financeiro Digital (SFD), o serviço vai permitir a transferência de recursos entre correntistas de todos os cinco bancos envolvidos.

 

O painel em que a novidade foi apresentada contou com Ranieri Fernandes, gerente executivo da Unidade de Transformação Digital do Banrisul; Márcio Rodrigues, gerente de arquitetura corporativa do SICOOB; Bruno Schmidt, gerente da divisão de engenharia de software do Banco do Brasil; e Paulo da Costa, gerente executivo de arquitetura de TI da Caixa Econômica Federal.

 

União

 

Segundo Julio Brunet, diretor da Banrisul e moderador do painel, o SFD é resultado de uma colaboração dentro do sistema empresarial que, hoje, é conhecido como o mais competitivo do Brasil: o sistema financeiro. Ele conta que o objetivo era desenvolver um ecossistema digital para que todos pudessem desenvolver suas aplicações.

 

Márcio Rodrigues explicou como funciona o Sistema de Pagamento Brasileiro atual, relacionando com o novo. "É muito improvável que essa estrutura pare, mas se parasse teríamos um caos no sistema financeiro brasileiro. Por isso, é necessário pensar em novos modelos. A adesão das instituições financeiras, assim como dos clientes, é espontânea. Esta é a primeira rede permissionada de blockchain em instituições financeiras do Brasil, e a única de que se tem conhecimento", contou o executivo da SICOOB.

 

Paulo da Costa falou que a Caixa Econômica Federal mudou sua forma de trabalhar "criando um ambiente para desenvolver e estruturar essa aplicação", revelando ainda que o próximo desafio é cultural porque "as pessoas ainda não conseguem pensar em um modelo sem intermediários", mas que essa tecnologia oferece novas possibilidades.

 

Bruno Schmidt, do Banco do Brasil, afirmou que a instituição desenvolveu um laboratório para a estruturação deste projeto e que os bancos disponibilizaram funcionários para o trabalho em conjunto.

 

Investimentos

 

Durante o evento, o Banrisul também anunciou que será o investidor âncora do Fundo Fintech Ventures, o primeiro fundo de corporate venture dedicado às fintechs. Serão investidos R$ 25 milhões pela banco, que ainda deve buscar outros R$ 25 milhões com investidores privados.

 

Jorge Krug, diretor de tecnologia de informação do Banrisul, informou que já são mais de 400 fintechs no Brasil. "Queremos ser cada vez mais eficientes e oferecer soluções melhores, mais ágeis e mais amigáveis aos nossos clientes, sem abrir mão da força da nossa tradição", disse o executivo.

Krug comentou que as fintechs que receberão os investimentos serão recebidas em formato open banking em um "processo sinérgico" que promove crescimento geral.

 

O Fundo Fintech Ventures vai contar com uma equipe composta por empreendedores e executivos com experiência em tecnologia, mercado financeiro e administração de fundos de venture capital e private equity.

 

Fonte: TI Inside

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