Aplicação de pessoas físicas avança 8,1% em 2018 e atinge R$ 1,83 trilhão

15.02.2019

Dados da Anbima apontam que apesar da maior parte das alocações ainda ser voltada para a poupança, com 39,9% do total, os fundos de investimentos também começam a ganhar espaço

 

As aplicações de pessoas físicas totalizaram R$ 1,831 trilhão no varejo em 2018. O volume é 8,1% maior do que o observado em 2017 (R$ 1,694 trilhão). Apesar da maior parte ainda ser voltada para a poupança, os fundos de investimentos têm ganhado espaço.

 

 

Os dados, divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), apontam que 39,9% (R$ 730,7 bilhões) do total aplicado por pessoas físicas é voltado para poupança, um valor 10% maior do que o visto em 2017 na modalidade (R$ 664,2 bilhões).

 

Já os fundos de investimentos – que desde 2017, com as consecutivas quedas da taxa básica de juros (Selic) acabaram atraindo parte dos investidores conservadores e ultrapassaram o montante alocado em títulos e valores mobiliários – registraram alta de 10,7% na mesma base de comparação, de R$ 538 bilhões para R$ 595,9 bilhões. Os títulos e valores mobiliários, por sua vez, somaram R$ 504,7 bilhões, aumento de 2,6% em igual relação com 2017 (R$ 492,1 bilhões).

 

De acordo com o vice-presidente do comitê de varejo da associação, Claudio Sanches, porém, na abertura dos instrumentos, os destaques são dos fundos de ações e multimercados, “porta de entrada para os clientes dispostos a experimentar risco” num cenário de Selic mais baixa.

 

Apesar da grande concentração em poupança, é um segmento cujo estoque cresce em intensidade menor. Uma alternativa que também acaba aparecendo é o Tesouro Direto, oferecido com taxa zero pelas operadoras. Já no varejo alta renda, percebemos que o cliente começa a ficar mais atento com o crescimento da bolsa de valores (ações) e uma maior tendência de migração para produtos de renda variável”, explicou o especialista.

 

Mais ricos

Ainda segundo a associação, o segmento de private banking atingiu R$ 1,080 trilhão em 2018, avanço de 11,6% ante 2017 (R$ 968,8 bilhões). Para o presidente do comitê de private banking da Anbima, João Albino, o crescimento veio ancorado nas melhores perspectivas do mercado.

 

“Foi um avanço robusto, com a valorização de ativos de forma geral. Além disso, em renda variável, também começamos a ver uma aceleração do mercado e, apesar de a indústria ainda depender do caminhar da agenda do governo, tudo indica que teremos um pipeline muito grande tanto para M&A [do inglês para fusões e aquisições] como para IPOs [do inglês para ofertas públicas iniciais de ações]. É uma tendência”, afirma.

 

Ele também reforça o destaque a distribuição de debêntures, que somou R$ 22,4 bilhões no ano passado, alta de 5,2% frente a 2017 (R$ 21,3 bilhões).

 

Neste ano, temos tudo para a indústria superar o crescimento de 2018, com uma valorização crescente do estoque em renda variável. Os clientes já começam a buscar ativos de prazos mais longos, o contínuo crescimento da previdência e uma disputa cada vez mais acirrada pelos players da indústria”, completa Albino.

 

Fonte: DCI

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